Pés num riacho.

sábado, 14 de junho de 2008

A tristeza triturou os olhos; vozes embargadas e flores murchas sobre a mesa.
Na porta, a solidão esperava com um riso largo.
Cansada...Muito cansada da vida pequena, de clamores presos no peito e com um terno nó na garganta. Por mim partiria com poucas roupas na mala e levaria também paz de espírito.

Trovoadas estremecem a cabeça, enquanto os amores se esfarelam, nos breves intervalos a essência do que eu era me aproxima da velocidade do bater das assas de um beija – flor.

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Mulher sem espelho

terça-feira, 27 de maio de 2008

Não há verbo, pátria, bandeira ou qualquer outra ocasião que faça resplandecer os devaneios da juventude.
O penar da moça com tranças. Trancafiou a verdade, para saltitar nas línguas que desfazem o intimo do publico. Permanece inverno e deita-se na cama de pregos; para figurar justiça em espaços gradeados.
Com as mesmas palavras dos falsos sábios, profere discursos das pessoas que acumulam meia leitura dos rodapés.
Sombreia os homens, que não preencheram as lacunas da infância. Chora em cima dos lençóis com sêmen. Eis a única lembrança das paixões fugazes e sem luz que ornamentam sua cama fria de madeira pálida; como seu pensar numa viela turva da Cidade sem moldura.
Narra ao pó, suas tramas que cozeu para derramar tempestades e pragas nos pares onde é a ausência.

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Convite

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Essa dica, é para quem gosta despertar cedo e não tem nada para fazer no Domingo:

Trailer do Hiato


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Do discurso inaugural semi-politiqueiro

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Pensei em inaugurar isto aqui, com pompa e circunstância, mas só me veio o óbvio na cabeça. Portanto não haverá poesia, nem pseudo-contos neste princípio infeliz, apenas algumas pobres reticências... E sem título de eleitor!

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Pedaço.

sexta-feira, 14 de março de 2008

Hoje:

Silêncio, quarto limpo e seu sorriso, para dissolver o gelo no meu coração;
cortinas, passeios, partituras e flautas.

Para depois: nós, gatos, lar pequeno e meia luz.

A tristeza causa tempestades no estômago, enquanto a chuva cai intensamente e desnuda a
deselegância, dos tolos que carregam cápsulas de dramas ensebados e se refugiam em salas
condicionadas pelo ar gelado.
Textos frágeis, vômitos e vez de lágrimas, palavras pálidas e enquanto, as suas mãos percorrem
minha cabeça; sinto a presença dos meus medos, a nos rondar e aumentarem, a medida, que fecho os olhos e revejo o passado.
Essas ondas: de medo, tensão e a sensação de permanecer no limiar, entre a loucura e a sanidade.
São frutos, da incessante busca, pela paz, que foi deixada nos braços da multidão febril.

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